Veja Como Diminuir o Impacto Ambiental em uma Obra

impacto ambiental na construção

Os projetos de construção têm um impacto significativo no meio ambiente. De fato, todos os aspectos da construção têm algum impacto mensurável — desde os processos de mineração usados ​​para materiais, até os resíduos produzidos pelo projeto e como são descartados.

É importante entender e tomar iniciativas para diminuir o impacto ambiental na obra, que prejudicam a água, o solo e o ar que respiramos.

impacto ambiental na obra
Excessos de resíduos são um sério problema para a Construção Civil como um todo.

A construção contribui para danos ambientais tanto em escala global quanto localmente. O primeiro passo é aprender o que a construção causa de impacto para reduzir o dano. Aqui estão cinco maneiras de ajudar a diminuir o impacto ambiental na obra!

1. Limitar o uso de combustível

O maior impacto negativo da empresa de construção no meio ambiente é causado pela queima de combustíveis fósseis, como gás e diesel. Cada projeto de construção resulta nessas emissões de gás de dióxido de carbono, metano e outros resíduos que poluem o ar e acredita-se que contribuem para o aquecimento global.

Para limitar o consumo de combustível:

  • Minimize as distâncias de transporte
  • Reduza o tempo de marcha lenta do veículo
  • Use fontes de combustível alternativas mais ecológicas
  • Use equipamento híbrido

Esforçando-se para limitar o uso de combustível de seu projeto de construção, você pode ajudar a diminuir as emissões negativas e os poluentes e melhorar a qualidade do ar.

2. Reduzir o ruído

O ruído de construção é uma das principais fontes de poluição sonora. A maior parte desse ruído é produzida por maquinário na preparação de locais, demolição e paisagismo. Muitos locais de construção estão localizados perto de residências e empresas, e é provável que haja reclamações de ruídos.

poluição sonora na obra
Não são só os resíduos físicos que impactam na obra. A poluição sonora também é um grave problema.

Certifique-se, ao iniciar uma obra, de ser atencioso e aderir a qualquer restrição de tempo de construção local. Muitas pessoas podem não apreciar o trabalho e barulhos altos às seis da manhã em um sábado, por exemplo. Outra boa ideia é enviar uma carta aos vizinhos antes de começar a trabalhar para alertá-los sobre quanto tempo o projeto durará e o que esperar.

3. Eliminar adequadamente os resíduos

Resíduos de demolição compõem 90% do total de detritos, e grande parte desses resíduos é descartada em aterros ou por meio de incineração. Ambos os métodos prejudicam o meio ambiente.

Reutilizando e reciclando materiais existentes, você pode reduzir os materiais que prejudicam a Terra. Equipamentos e acessórios podem ser usados ​​em projetos futuros ou doados para aqueles que precisam deles. Tijolo e concreto podem ser reciclados e usados ​​como roupas de cama de enchimento ou garagem, e metais e madeira são mercadorias valiosas que podem ser recicladas.

 

Leia Também: Construção sustentável: Por que o pré-fabricado é a melhor solução?

 

4. Utilize a tecnologia reutilizável

Existem muitas opções de construção ecológica que ajudam a diminuir um impacto ambiental negativo. Por exemplo, a construção pré-fabricada é uma opção mais sustentável de construir, que diminui os impactos no local.

Isso porque, como falamos, os métodos tradicionais de construção são grandes contribuintes do consumo de energia e da geração de resíduos sólidos que, na maioria das vezes, não são reciclados.

Como os prédios modulares são criados fora do local — ou seja, fora do canteiro —,  eles podem reduzir o desperdício em até 90%, de acordo com um estudo realizado pela organização britânica Waste & Resources Action Program.

5. Agilize seu projeto

Ao acelerar o seu projeto de construção, você reduz os distúrbios de tráfego e também reduz as emissões associadas e os custos de combustível. Estabeleça metas de conclusão firmes e implemente essas medidas para permanecer no caminho certo. Agilizar o processo de construção ajuda a reduzir a poluição sonora, reduzir a duração do tráfego e melhorar as zonas de segurança.

Planejamento de Obra

Existem inúmeras maneiras de diminuir o impacto ambiental na obra. Utilizando tecnologia verde e reutilizável, mantendo o comprimento do projeto ao mínimo, limitando o uso de combustível, juntamente com outras sugestões listadas, você certamente fará a diferença no impacto do meio ambiente.

E você, o que faz para diminuir o impacto ambiental na obra? Comente abaixo e compartilhe sua experiência conosco!

Perspectivas para a Construção Civil em 2019

Construção Civil em 2019

Parece distante, mas há apenas oito anos a Construção Civil começava a viver o que seria um dos seus melhores períodos.

A economia brasileira cresceu 7,5% em 2010, e o setor de construção surfou neste crescimento, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida, ao aumento da oferta de crédito empresarial e às obras para a Copa do Mundo que estava por vir.

construção em 2019
As perspectivas para 2019 na Construção Civil são otimistas, em comparação aos últimos anos.

Já no ano passado, o cenário foi bem diferente. Entre os 12 setores da economia estudados pelo IBGE, a Construção Civil foi o que teve a maior queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, encolhendo 5%.

A queda foi generalizada nos demais indicadores do setor. A mão de obra ocupada na construção diminuiu 6,2% e as operações de crédito no setor decresceram 2,2% somente no ano passado.

Enquanto 2018 caminha para ser o primeiro ano de crescimento após cinco anos consecutivos de recessão para o setor, a grande retomada esperada para a Construção Civil ficará para 2019.

Perspectivas para a construção

Depois de amargar quedas consecutivas com a instabilidade que o País vem experimentando de 2015 para cá, a expectativa pela recuperação parece começar a ganhar corpo entre os empresários do setor.

É que, depois de dois anos em queda, o PIB brasileiro registrou um tímido crescimento, na faixa de 1%. Nota da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) indica que “os sinais de melhora vêm aparecendo nos últimos quatro trimestres, quando a construção passou a ter resultados positivos após uma série de oito trimestres negativos, iniciada em 2014.

Leia também: 6 Inovações na Construção Civil para 2019!

Nos últimos três meses de 2017, a construção ficou estagnada. Com uma luz, ainda que tênue, no fim do túnel, os empresários do setor voltam a ficar otimistas. Mas nada para este ano — o olhar está voltado para o segundo semestre do ano que vem, quando o presidente eleito já terá tomado posse e mostrado a que veio.

Em outubro, o ICST, Índice de Confiança da Construção calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou alta de 1,5 ponto e foi a 81,8 pontos em outubro. De acordo com a FGV, que realiza a pesquisa mensalmente, o resultado partiu tanto da melhora da situação atual quanto das expectativas para os próximos meses.

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O que esperar para 2019

O sentimento do empresariado do setor é de que a procura vem aumentando, com São Paulo puxando a retomada do crescimento. O estoque represado e a lentidão para comercializar tanto imóveis novos quanto usados tornou o momento de crise no setor uma oportunidade ideal para comprar — seja para investir ou para morar.

Uma pesquisa da Cbic realizada em conjunto com o Senai mostrou que no segundo trimestre deste ano houve um aumento de 119,7% no número de lançamentos no Brasil em relação ao três primeiros meses de 2018.

Quando comparado com o mesmo período de 2017, o crescimento foi de 19,9%. As vendas acompanharam os lançamentos e apresentaram um aumento de 17,3% em relação ao trimestre anterior e uma alta de 32,1% em relação ao mesmo trimestre de 2017.

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Já o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,43% em outubro, caindo 0,02 ponto percentual em relação à taxa do mês anterior (0,45%).

Os últimos doze meses foram para 4,61%, resultado acima dos 4,33% registrados nos doze meses de 2017. No ano, o acumulado ficou em 3,93%, enquanto em outubro do ano passado o índice foi 0,16%.

Leia também: 5 Perguntas Sobre a Tecnologia BIM

Segundo as perspectivas dos mais de oitenta dirigentes da Cbic, 2019 será o ano dos imóveis de nicho. Seja para casais recém casados, jovens solteiros ou pessoas acima dos 50 anos, a previsão é de quem quem pesquisar e souber atender o consumidor no que ele mais valoriza vai se destacar no mercado..

E você, quais são suas perspectivas para a Construção Civil em 2019? Comente abaixo e compartilhe suas ideias conosco e com nossos demais leitores!

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Descubra quais são os Diferentes Tipos de Galpões

galpão

A economia de hoje exige extrema flexibilidade por parte das empresas que tentam atender suas demandas. Ela é impulsionada por uma mudança rápida e forçou as organizações a repensarem como elas obtêm, classificam e entregam seus produtos.

Uma das chaves para o sucesso de uma indústria, especialmente, é a construção dos espaços que abrigam sua operação, ou seja, dos seus galpões.

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Galpões modernos vêm em muitas formas e tamanhos. Eles são projetados e construídos de acordo com as tarefas específicas que realizam. Para te mostrar, preparamos este post com os principais tipos de galpões. Continue lendo e aprenda conosco!

Galpão piramidal

A estrutura do suporte do galpão piramidal é feita com chapas ou sistemas tubulares. Estes são montados por meio de conexões, encaixe e parafusos de fixação. Cada unidade pode ser interligada, com calhas e outros sistemas de encaixe, podendo formar grandes áreas moduladas.

Como as tendas dispensam fundação, possuem a vantagem de ter um tempo de construção menor, mas também são mais frágeis.

Para quem busca armazenar em áreas limitadas, os galpões piramidais são os mais indicados: podem ter áreas de 25 metros a 225 metros quadrados. Uma versão deste modelo é a chamada tenda “chapéu de bruxa” ou “umbrella”, cuja lona de cobertura é pontuda no cume, e dá mais estilo ao exemplar.

Galpão com uma ou duas águas

Este modelo comporta grandes extensões de área coberta, em um único pavimento, podendo chegar a dezenas de metros de comprimento. A estrutura é geralmente composta por pórticos com espaçamentos regulares, sustentada por sobre um sistema de terças, vigas ou tesouras.

A arrumação das águas na cobertura admite ainda que algumas lajes ou peças da manta sejam feitas de material translúcido, aproveitando a luz solar no interior. Outro fator importante e de fácil aplicação neste modelo é a construção de lanternim, que são aberturas não só para receber iluminação externa, mas para melhorar também a ventilação natural no ambiente interno.

O vão central é bastante dilatado, o que permite o aproveitamento de vários tipos de coberturas para proteção. Isso também auxilia a boa utilização para estocagens diversas, desde produtos agrícolas e industrializados até estacionamentos ou montagem de centros de distribuição para artigos variados.

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Galpão Shed

Os galpões do tipo Shed apresentam vãos simples ou múltiplos. Nessas construções, as coberturas são montadas como degraus, o que oferece a circulação de ar ideal para produtos que necessitam de iluminação natural e ventilação, como na indústria de alimentos. O galpão Shed é o mais indicado para empresas que buscam grandes extensões transversais ou longitudinais.

Galpão em arco

Galpões com coberturas em arco oferecem alguns diferenciais importantes, pois proporciona melhores soluções de climatização, condensação e acústica.

Além de a peça, geralmente feita com isolante poliuretano, poder ser facilmente aplicada nos telhados metálicos já prontos, este modelo é especialmente útil nas regiões onde ocorrem muitas chuvas e outras precipitações atmosféricas, porque elimina os riscos de infiltrações e possibilita o escoamento da água para as laterais.

Galpão inflável

O galpão inflável é um importante espaço industrial que possui a vantagem de poder ser erguido com rapidez, dada a simplicidade do seu processo construtivo. Esse modelo não possui estruturas metálicas, porque é pensado para obras com pouco prazo e que exigem deslocamentos, a fim de dar continuidade aos projetos de forma adequada e eficiente.

Ideal para ser montado em ritmo de urgência naquelas estações de trabalho que não podem paralisar suas operações por consequência de mudanças climáticas ou pela própria situação emergencial das intervenções.

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Galpões de dois pisos

Os galpões de dois pisos são os mais escolhidos por empresas que necessitam destacar uma área para escritório, vestiário, lavatórios ou mesmo para realizar a gestão do espaço.

Neles, é possível realizar a montagem de um outro nível além do de armazenamento — o que acontece, geralmente, entre o térreo e o primeiro andar, permitindo aproveitar melhor o espaço deste depósito. É ideal para quem quer unificar estoque e administração, mantendo um nível particular para esta última ação.

Gostou de conhecer os principais tipos de galpão? Acompanhe nosso blog e veja mais dicas sobre como melhorar a gestão das suas obras!

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Ética na Construção Civil, como podemos fazer a nossa parte.

Ética na Construção

A ética é um assunto discutido em todas as áreas do mercado, mas tem ganhado atenção especial na Construção Civil, especialmente depois da revelação de diversos escândalos de corrupção envolvendo grandes empreiteiras.

Lamentavelmente, existem muitas empresas do ramo que são antiéticas, mas, igualmente, há muitos clientes que também se envolvem em práticas ilegais no mercado. Mas quais são essas práticas e por que a ética na construção civil é importante? Ficou interessado? Continue lendo e descubra conosco!

Por que a ética na construção civil é importante?

A indústria da construção civil geralmente sofre com uma má reputação. Isto não se limita apenas ao Brasil. No Reino Unido, na Austrália, na África do Sul existem pesquisas que foram feitas sobre práticas antiéticas no setor.

A relação entre ética e negócios é intrinsecamente entrelaçada. As empresas que exibem e promovem fortes códigos corporativos de ética são mais prósperas a longo prazo porque demonstram um compromisso com uma expectativa de comportamento moral sólido. E, portanto, é conveniente que a indústria leve a questão da ética a sério.

A indústria da construção fornece uma série de maneiras de lidar com questões antiéticas, como um código de conduta publicado em 1992 pela CBIC, Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

Ética na Construção
Ética é um valor primordial em qualquer segmento.

Um projeto de Construção Civil é um acordo entre duas ou mais partes. Ser ético define o tom da relação entre elas. Assim que uma das partes participa de práticas antiéticas, vemos as relações falharem, com resultados negativos no projeto.

Mas quais são as práticas consideradas como antiéticas e o que sua empresa pode fazer para garantir ética na construção civil?

Quais comportamentos podem ser vistos como antiéticos?

Podemos destacar como comportamentos vistos como antiéticos na indústria e que você deve evitar no seu ambiente:

1. Não garantir o seu projeto é seguro

Isso inclui garantir que nem seus funcionários nem outras pessoas serão feridas. Além disso, dar ao cliente um projeto de baixa qualidade ou defeituoso também é antiético.

Frequentemente os contratados escondem intencionalmente erros e trabalhos de má qualidade. Em alguns casos, esses defeitos resultam em prédios em colapso, que podem levar a vítimas fatais.

Os empreiteiros assinaram um contrato que os vincula à entrega de requisitos e especificações de qualidade específicos. Entregar menos é, em essência, uma forma de roubo.

2. Omitir itens deliberadamente

Fornecer produtos que não estejam em conformidade com as especificações do projeto é antiético. Alguns empreiteiros tentam economizar dinheiro comprando materiais abaixo do padrão.

Existem até casos relatados de empreiteiros que não instalam todo o reforço em estruturas de concreto, às vezes até removendo aço de reforço após o trabalho ter sido inspecionado pelo cliente.

3. Oferecer más condições de trabalho

Oferecer condições de trabalho que proporcionem segurança, higiene, saúde, proteção, bem como salário e estímulo profissional compatíveis à produtividade é dever da contratado com seus funcionários. Não o fazer é considerado como uma prática antiética.

4. Manipulação de licitações

Empreiteiros que “manipulam” ou fixam preços nas licitações também são antiéticos. Normalmente, os clientes convidam um número de contratados a precificar seu projeto, com a expectativa de que o processo de licitação seja competitivo e que os contratados apresentem seu preço mais barato possível.

Algumas vezes, empreiteiros “organizam” esses processos de licitação. Isso pode ser feito de várias maneiras, incluindo todos os preços que o projeto adiciona em uma taxa pré-acordada, que é uma taxa que o contratante vencedor pagará a todos os outros contratados que precificaram o projeto.

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5. Clientes que manipulam processo de compras

Quando um número de empreiteiros tem preços competitivos no projeto, o cliente diz ao seu contratante preferido que preço eles devem fornecer para vencer os outros contratados.

Empreiteiros que submeteram o preço mais baixo perdem seu tempo, já que o cliente fraudou o processo de licitação para ajustar a proposta do seu contratante favorecido. Por fim, os contratados não enviam os preços para esses clientes, que acabarão pagando mais por seus projetos no futuro.

6. Práticas ambientais ruins

Tanto clientes como contratados são culpados de despejar resíduos perigosos no lixo normal ou pelo uso de materiais não sustentáveis. Alguns empreiteiros despejam resíduos de construção em terrenos baldios ou em parques.

Petróleo e produtos químicos perigosos são conscientemente despejados no chão ou em drenos de águas pluviais. Empreiteiros que realizam práticas ambientais ilegais provavelmente se envolvem em outras práticas antiéticas.

7. Roubo e suborno de qualquer tipo

Não é preciso falar que pagar qualquer tipo de propina para ser favorecido em processos de licitação é ilegal. Além de manchar a imagem da empresa, os responsáveis podem acabar condenados criminalmente.

Além disso, as práticas de funcionários dentro da empresa também devem ser monitoradas. Colaboradores que não trabalham em todas as horas que reivindicam e que fazem o uso não autorizado de propriedade da empresa são antiéticos.

Agora que você já sabe quais práticas são antiéticas e devem ser evitadas nos seus projetos, aproveite e veja nosso material com tudo que você precisa saber sobre gerenciamento de obras!

 

11 Motivos para Você Optar por Galpões Pré-fabricados!

Galpões são estruturas que comportam grandes extensões de área coberta, geralmente em um único pavimento. Um galpão pode ter as mais diversas finalidades: de armazenagem de estoque até o abrigo de grandes linhas de produção.

No artigo de hoje você confere 11 vantagens em optar pelos pré-fabricados na hora de construir o seu galpão. Mas primeiro, vamos dar uma rápida rememorada na diferença entre um galpão pré-moldado e um pré-fabricado.

Galpões Pré-Fabricados e Pré-Moldados

A NBR 9062 de 2006 define estrutura pré-moldada como um elemento executado fora do local de utilização, com certo controle de qualidade. Já o elemento pré-fabricado, muito parecido com o pré-moldado é executado industrialmente com uma condição rigorosa de controle de qualidade.

Estrutura para Galpão pré-fabricado
Estrutura para Galpão

É muito importante escolher o material ideal para a sua construção. Ao executar um galpão pré-fabricado o cliente terá uma melhor garantia, visto que há todo o controle da qualidade industrial do material dirigido por profissional habilitado com sua assinatura de responsabilidade, atestando todos os materiais para a fabricação do mesmo.

Já o pré-moldado não segue todos esses padrões, reduzindo a segurança no ato da compra e durante a utilização.

Portanto, ao optar por uma estrutura pré-fabricada o cliente final terá diversas vantagens.  Dentre elas podemos citar:

Rapidez

Com a construção horizontal das paredes, a ausência de colunas e fundações simplificadas, observa-se a grande economia na execução, reduzindo também o tempo de execução de obra;

galpão jaraguá do sul
Estrutura pré-fabricada erguida em Jaraguá do Sul

Melhor aproveitamento do espaço interno

O pré-fabricado utiliza sistema de protensão na produção das peças, permitindo que a construção atinja grandes vãos livres, o que consequentemente garante melhor aproveitamento interno;

Qualidade

Todo concreto utilizado na fabricação possui resistência mínima de Fck 35 Mpa. As peças possuem concreto armado e protendido, com rigoroso controle de qualidade. Do primeiro dia de terraplanagem até a pintura, qualidade não é apenas uma vantagem e sim uma regra. Há a padronização dos processos, diminuindo falhas na elaboração da estrutura.

Limpeza e otimização do canteiro de obras

Como as peças são pré-fabricadas, há otimização do canteiro de obras, ou seja, redução de pessoal, diminuindo riscos de acidentes de trabalho e redução do cronograma de obras. Há a diminuição de perdas de material e maior organização e limpeza da obra;

galpão pré-moldado e pré-fabricado
Estrutura pré-fabricada erguida

Economia

O pré-fabricado garante a eliminação de pilares e vigas laterais, além de garantir uma significativa economia em fundações, aumentando a velocidade de construção;

Versatilidade

A versatilidade está presente em vários aspectos, como na confecção de paredes, na inclusão de sistemas especiais e na aplicação de coberturas sofisticadas;

Durabilidade

A manutenção é bastante reduzida, visto que o concreto utilizado possui alta resistência, há a garantia do recobrimento da armadura e a utilização do sistema de protensão. Não há necessidade de pintar ou aplicar qualquer outro tipo de tratamento superficial à peça acabada;

Galpão Brusque
Galpão erguido em Brusque

Expansão

As peças podem ser projetadas para ampliações futuras. Para isso é necessário que o cliente informe ao construtor que irá prever no cálculo estrutural o acréscimo de espera de cargas às estruturas;

Redução do custo de seguro

A resistência do concreto ao fogo é superior ao do aço, o que garante que o pré-fabricado seja mais seguro e resista por mais tempo em caso de incêndio. Diante disso, as companhias seguradoras reduzem o valor do prêmio de seguro quando ocorre esse tipo de sinistro;

Valor de construção fechado

O cliente não terá surpresas ao decorrer da obra, não haverá acréscimo de valores, os custos não sofrem alterações;

Benefícios ambientais

Utilização de materiais com baixo impacto ambiental e redução de resíduos no canteiro de obras.

Estruturas de galpões pré-fabricados
Estruturas para galpões erguidas.

Ao construir um galpão pré-moldado as vantagens são muito parecidas, porém, nada melhor que ter a garantia dessas vantagens e a segurança de adquirir um produto com a durabilidade que o cliente necessita, itens que só serão possíveis ao optar por construir um galpão pré-fabricado.

Quer construir um galpão? Escolha o pré-fabricado e tenha a garantia de segurança desejada.

Entenda como abater parte do custo de INSS com pré-fabricados

O gerenciamento de projetos de construção não envolve somente a gestão de custos, cronograma, materiais e logística, mas também a gestão tributária dos valores envolvidos na obra.

Legalmente, qualquer obra que utilize componente pré-fabricado ou pré-moldado tem o direito de abater parte dos custos de INSS ligados. Contudo, muitos ainda têm dúvidas sobre qual o valor do abatimento e como ele pode ser feito.

Para auxiliar nisso, abaixo explicamos como o abatimento do INSS pode ser feito quando você utilizar pré-fabricados nos seus projetos! Acompanhe conosco:

Como fazer o abatimento do INSS

O valor a pagar do INSS é calculado levando em consideração o preço do Custo Unitário Básico por metro quadrado (CUB/m²), porém existem alguns detalhes que podem ser observados para diminuir ou zerar o valor a pagar ao utilizar pré-fabricados e pré-moldados.

Todas as obras que utilizem um desses componentes terão uma redução de 70% no custo de INSS (art. 364 da IN 971/2009), desde que:

  1. Sejam declarados na DISO e apresentados quando solicitado, conforme o caso:
  • a nota fiscal ou fatura mercantil de venda do pré-fabricado ou pré-moldado e a nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, emitidas pelo fabricante, relativas à aquisição e à instalação ou à montagem do pré-fabricado ou pré-moldado;
  • a nota fiscal ou fatura mercantil do fabricante relativa à venda do pré-fabricado ou pré-moldado e as notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços emitidas pela empresa contratada para a instalação ou a montagem;
  • a nota fiscal ou fatura mercantil do fabricante, se a venda foi realizada com instalação ou montagem;
  1. O somatório dos valores obtidos pela divisão, em cada competência, do valor bruto das notas fiscais ou das faturas previstas no item acima, pelo CUB vigente na data da emissão desses documentos e multiplicados pelo CUB vigente na data da aferição, seja igual ou superior a 40% do valor auferido de forma indireta.
  2. O percentual a ser aplicado sobre a tabela CUB para apuração da remuneração por aferição indireta será sempre o correspondente ao tipo 11 (alvenaria).
  3. A remuneração da mão de obra contida em nota fiscal ou fatura relativas à fabricação ou à montagem, de pré-fabricado ou pré-moldado, não poderá ser aproveitada no cálculo por aferição indireta da mão de obra.
  4. A edificação executada por empresa construtora, mediante empreitada total, com fabricação, montagem e acabamento (instalação elétrica, hidráulica, revestimento e outros serviços complementares), deverá ser regularizada pela própria empresa construtora, para fins de obtenção da CND.
  5. Se a soma dos valores brutos das notas fiscais de aquisição do pré-fabricado ou pré-moldado e das notas fiscais de serviços de instalação ou de montagem não atingir o valor correspondente ao percentual previsto no inciso 2, o enquadramento da obra seguirá os padrões normais de cálculo.
  6. Nos casos em que o pré-fabricado ou o pré-moldado se resumir à estrutura, a obra deverá ser enquadrada no tipo mista, não se lhe aplicando o disposto neste artigo.

Remuneração da mão de obra

Vale ressaltar que

a remuneração da mão de obra contida em nota fiscal ou fatura relativas à fabricação ou à montagem de pré-fabricado ou de pré-moldado não poderá ser aproveitada no cálculo por aferição indireta da mão de obra“.

Ou seja, para fins de apuração do valor da mão de obra por aferição indireta, será aproveitada a remuneração contida em nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços.

Isso inclui as notas relativas aos serviços de instalação hidráulica, de instalação elétrica e a outros serviços complementares não relacionados com a fabricação ou com a montagem do pré-fabricado ou do pré-moldado.

É importante ressaltar também que os processos tributários devem ser realizados com atenção e por pessoal competente, evitando-se retificações que podem gerar mais custos à construtora e ao cliente.

Gostou de aprender como abater o INSS no caso de construção pré-fabricada? Acompanhe nosso blog e fique de olho em todas as nossas dicas!

Patologias na Construção Civil: 5 áreas que precisam de atenção

Para um projeto de sucesso, é preciso saber gerenciar os problemas na Construção Civil. Conheça áreas comuns onde eles podem ocorrer e saiba como evitá-los-los!

O papel de qualquer empresa de construção é lidar com um trabalho do início ao fim, o que permite que o cliente assuma o controle e aumente seus negócios.

O problema é que erros podem ocorrer antes ou durante a construção, o que pode acabar custando caro para ambos os lados.

Como então evitar problemas na construção civil? Um bom começo é conhecer os erros mais comuns cometidos na gestão de obras para que você não os repita em seus projetos.

E para te ajudar, abaixo listamos as 5 principais áreas que podem gerar problemas na construção civil! Acompanhe conosco:

1. Definição do projeto

Planejamento do projeto da obra.
A importância de ter um projeto muito bem planejado antes da execução da obra.

Toda obra de sucesso começa como um projeto de sucesso. Com um projeto bem desenhado é possível identificar todas as implicações da construção antes mesmo dela começar, prevendo quais etapas deverá seguir e se haverá ou não a necessidade do emprego de esforços extras.

É claro que, como tudo na vida, em uma obra também estamos sujeitos a imprevistos, mas um planejamento bem feito permite que estejamos preparados para evitar atrasos e gastos não esperados.

Não investir tempo no desenvolvimento do projeto e em repassar os detalhes com toda a equipe envolvida na construção é um dos problemas na Construção Civil.

Hierarquia de funções dentro do planejamento.
Muito importante ter todos os responsáveis muito bem definidos.

Ao fazer isso, será possível economizar na compra de materiais, uma vez que você terá um planejamento logístico eficiente, otimizando a gestão dos recursos necessários para cada etapa da obra.

2. Prazos e orçamentos

Os atrasos e estouros de orçamentos são o verdadeiro pesadelo em qualquer gestão de obras. Mas por que eles acontecem?

Como falamos, a falta de investimento em criar um bom escopo de projeto é uma das causas, mas não a única.

Outra grande responsável por atrasos e problemas com o orçamento é a logística de materiais. Isso porque o fluxo de trabalho na obra é linear. Uma etapa depende da conclusão da etapa anterior e assim em diante.

Miniaturas representando o processo de construção civil.
Prazos e orçamentos estourados são os principais inimigos da construção civil.

Cada etapa possui seus materiais e recursos necessários. Caso um deles não esteja disponível no momento e no lugar certo, toda a cadeia produtiva pode ser comprometida. E como já diria o ditado, “tempo é dinheiro”.

Uma solução para esse problema pode ser o pré-fabricado, processo em que as “peças” da construção são fabricadas fora do canteiro de obras e levadas prontas para esse, somente para sua montagem. Além de economizar tempo, também reduz a necessidade de materiais e logística interna.

3. Organização do canteiro

A organização no canteiro de obras é fundamental para garantir que não haja desperdícios de mão de obra ou de materiais, falhas na execução, e para que o trabalho ocorra da melhor maneira, conforme o planejado.

Representação de grandes construções.
A organização do canteiro é fundamental.

Um canteiro bem organizado ajuda a evitar dores de cabeça e assegurar que a qualidade final do projeto não seja prejudicada. O grande problema é que muitos gestores dão pouca ou nenhuma importância a esse aspecto.

Cada local possui uma funcionalidade específica para a obra e isso deve ser observado na hora de montar a planta e determinar a posição de cada um no canteiro.

4. Gestão da mão de obra e comunicação

Falta de comunicação.
A falta de comunicação é um fator que complica cada vez mais o desenvolvimento das obras.

A falta de comunicação ou má comunicação pode ser a morte de um projeto. Os gerentes de projeto precisam ter atualizações sobre o status e o feedback de quem está em campo e vise-versa.

Para que um empreendimento tenha sucesso, é preciso que todos os sistemas e pessoas envolvidas estejam integrados. Para isso, ter um bom canal de comunicação, tanto com os trabalhadores em campo, tanto com os clientes da obra, pode ser o diferencial para garantir satisfação com o resultado final.

5. Uso de tecnologias

A tecnologia transformou a indústria da construção nos últimos anos, e quem não conseguir acompanhar será deixado para trás. Isso se tornou especialmente verdadeiro à medida que a concorrência aumenta tanto para atrair trabalhadores quanto para competir por projetos.

A tecnologia de construção necessária inclui software baseado em nuvem, colaboração integrada e gerenciamento de projetos móveis.

 

Tecnologias podem solucionar as patologias da construção civil.
Tecnologia a serviço da construção civil.

As empresas devem ser estratégicas ao implementar novas tecnologias para não perturbar os funcionários veteranos que estão estabelecidos na maneira tradicional de fazer negócios. É preciso implementar novas soluções de forma gradual e constante para colher seus benefícios com o máximo de aceitação possível.

O uso da tecnologia BIM, varredura a laser e realidade virtual também se tornarão práticas necessárias para solucionar problemas na Construção Civil.

O BIM está tornando mais acessível comercialmente e, apesar do investimento inicial, economiza dinheiro da empresa a longo prazo, simplificando os processos. Ele já está sendo apresentado aos estudantes no ensino superior e espera-se que se torne mais prevalente nos próximos anos.

E você, já enfrentou algum desses problemas na Construção Civil? Conhece algum outro que não mencionamos? Comente abaixo e compartilhe conosco e com nossos demais leitores!